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domingo, 9 de maio de 2010

Greve Verde em Imperatriz

Fotos: Yuri Amaral
Texto: Yuri Amaral, Elizângela Ambé e Rosangela Tiago.


Servidores da Gerência Executiva do IBAMA e Núcleo de Gestão Integrada do ICMBio, ambos de Imperatriz, realizaram, na ultima sexta-feira, 07 de maio, passeata e concentração no centro comercial da cidade. Na ocasião houve a distribuição de mais de 500 mudas de espécies nativas para a população que circulava na Praça Brasil.

Analistas e técnicos ambientais paralisaram suas atividades desde o dia 20 de abril e montaram acampamento no pátio da GEREX. A greve segue o movimento nacional, que já paralisou atividades no Distrito Federal e em outros estados, desde o dia 6 de abril.

Em protesto contra a decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça que deferiu pela suspensão da greve dos servidores do IBAMA/ICMBIO, em assembléia, o movimento paredista deliberou pela resistência do movimento grevista.

Durante a manifestação realizada na Praça Brasil, foram distribuídas mudas de espécies nativas da região para a população. Durante a entrega das mudas, os populares foram sensibilizados sobre a importância do fortalecimento da carreira de especialistas em meio ambiente, responsáveis pela execução das políticas públicas ambientais como: ordenamento dos recursos naturais, fiscalização, licenciamento ambientais, monitoramento da qualidade ambiental, combate a incêndios florestais, reabilitação e soltura de animais silvestres e gestão de unidades de conservação federais.

Durante o ato público, o movimento grevista recebeu o apoio de entidades estudantis (UEMA e UNISULMA), e representantes de entidades de classes e SINDSEP/Imperatriz. A atividade teve o apoio da população e foi considerada positiva e atingiu os objetivos propostos.

A greve se justifica pela intransigência do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão na não negociação com os servidores pela reestruturação da carreira ambiental, que incluem servidores do IBAMA, ICMBio, Serviço Florestal Brasileiro e Ministério do Meio Ambiente.

Mais informações e opiniões sobre a greve:


Blog da Greve Verde
Greve Geral Ambiental
Opinião - Licenciamento Ambiental
Opinião - Licenciamento Ambiental II

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Greve Verde!

Servidores da carreira de especialista em meio ambiente, do Ministério do Meio Ambiente, entraram em greve nacional no dia 07 de abril pela reestruturação da carreira. Em todo o país os processos de licenciamento ambiental estão parados, não há fiscalização, vistorias técnicas não estão sendo realizadas e e Parques Nacionais estão fechados para visitação pública. Os servidores são do Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, Instituto Chico Mendes e Serviço Florestal Brasileiro.

Acompanhe aqui!

Twitter.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Animais bastardos

Fotos: Yuri Amaral

Eu já comentei aqui sobre a campanha "Isto acontece porque você compra", do IBAMA, contra o tráfico de animais silvestres. Pois bem, resolvi divulgar aqui algumas imagens de animais apreendidos ou entregues ao IBAMA de Imperatriz/MA e que, muitas vezes, perderam definitivamente sua vida em liberdade.

Macacos-prego

Enquanto não sai a sede de Imperatriz do ICMBio, estamos acupando uma sala na sede do IBAMA, onde há também, um núcleo de fauna. São dezenas de macacos-prego, um tamanduá-bandeira (dois tamanduás-mirin foram soltos hoje!), uma sucuri que chegou ontem, vários papagaios, algumas araras, gaviões, um ouriço-cacheiro, um gato-do-mato e um gato-mourisco.

Filhote de Maracajá

Filhote de Gato-do-mato

Araras
Macacos-prego, não parecem com presidiários brasileiros?

Papagaios.

Filhote de Tamanduá-bandeira.

Sucuri entrege pelo corpo de bombeiros depois de ser resgatada de populares que tentavam mata-la.

O destino de animais retirados da natureza inclui jaulas apertadas, alimentação racionada, estresse, machucados e o resto da vida em cativeiro.

Colabore para reverter este cenário! Não compre nem crie animais silvestres sem liçenca!

[Esta postagem entrou na rede com um dia de atraso, devido a problemas técnicos]

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Diga não ao tráfico de animais!


O Dendrito tomou conhecimento e resolveu apoiar a campanha "Isto acontece porque você compra" do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), para conscientizar a população sobre a questão do comércio ilegal de animais silvestres. A campanha consiste na distribuição de peças gráficas (posters, adesivos, cartazes) com imagens impactantes de animais mortos e promoção de palestras sobre o tráfico de animais silvestres. Atualmente milhares de animais silvestres da fauna brasileira são exterminados devido a maus tratos empregados no tráfico ilegal. Estima-se que a sobrevivência ao transporte de muitas espécies seja de 10% (a cada 10 animais capturados, 1 chega vivo ao comprador ilegal). Por mais bonitinhos e divertidos que sejam, o comércio ilegal destes animais é proibido pela lei federal n° 5.197/67.

Embora a morte direta durante o transporte e captura seja um dos maiores problemas relacionado ao tráfico, a falta de informações sobre o comportamento, tamanho máximo atingido e dieta por por parte do comprador acabam por resultar em outra questão importante: a bioinvasão por expécies exóticas. Muitas pessoas, depois de adquirir um animal, acaba por se cansar dele, seja porque não sabe cuidar, o bicho cresce demais, ou mesmo perde o interesse, e acha que o melhor a fazer é solta-lo em ambientes selvagens. O problema é que nem sempre o animal ocorre naturalmente neste ecossistema e pode competir e reduzir a população de espécies autóctones.

Este foi o caso da introdução de duas espécies de sagui na reserva Poço das Antas, no município de Silva jardim. Diversos indivíduos de sagui como o sagüi-de-tufo-branco (Callithrix jacchus), nativo do nordeste Brasileiro e o sagüi-de-tufo-preto (Callithrix penicillata), nativo dos Estados de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e interior da Bahia, foram deliberadamente soltos no ambiente e aumentaram em grande número. A competição por recursos com o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), acabaram por reuzir significativamente a população do segundo que é endêmico a região (só ocorre lá). O resultado é que hoje os administradores da Unidade de Conservação têm praticado ações de manejo que incluem castração e eutanásia de saguis para garantir a sobrevivência dos mico-leão-dourados.

Outro problema relacionado à soltura de animais sem o devido cuidado é a introdução de doenças adquiridas no cativeiro nas populações silvestres. Sem contar que a chance de sobrevivência no meio selvagem de um animal que ficou enjaulado por longo período é muito curta.

Caso a pessoa resolva se desfazer de um animal adquirido, mesmo que ilegalmente, o melhor a fazer é entregá-lo ao IBAMA, a um Centro de Triagem (CETAS), ou, de Reabilitação. O decreto federal nº 6514, de 2008, garante a não aplicação da pena a pessoa que espontaneamente devolver às autoridades competentes um animal sem origem controlada.

É bom lembrar que a venda, criação e abate de animais silvestres é regulamentada por diversas resoluções do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente), orgão consultivo da Política Nacional de Meio Ambiente, e pode ser praticada desde que se obtenha autorização do orgão competente - na maioria das vezes, o IBAMA. Isto quer dizer que, se alguém tem interesse em ter um animal da fauna silvestre como pet, deve seguir uma série de normas e estar cadastrado no SISFAUNA (Sistema de Gerenciamento da Fauna) para ter sua situação legalizada e poder garantir o bem estar e saúde do animal e seu dono, além de ter a garantia da origem do bicho.

Quem tiver mais interesse sobre a campanha pode ler o Relatório Semestral ou acessar o sítio do IBAMA (lá encontra-se toda a legislação vigente).

Para a mídia, reproduzo uma série de recomendações sobre a exibição de programas sobre fauna, do relatório citado (O Richard Rasmussen deveria dar uma olhada nisso):

1) Não exibir animal silvestre sem origem legal;
2) Cuidado ao exibir animais silvestres com origem legal: isso também pode estar estimulando o
consumo dos animais sem origem;
3) Não estimular o consumo ou recomendar o animal silvestre como pet;
4) Não exaltar características do animal silvestre como afetividade com humanos, doçura, inteligência para aprendizado, etc;
5) Não perseguir ou apanhar animais silvestres, mesmo que para soltura imediata;
6) Não demonstrar ou descrever técnicas de captura do animal silvestre;
7) Não divulgar o valor do animal no comércio ilegal ou mesmo legal;
8 ) Em dramaturgia (novela, cinema, teatro) evitar exibir animais silvestres em cativeiro, ainda que tenham origem legal;
9) Se for utilizar animais silvestres oriundos de criadouros, checar antes com o Ibama a situação
desse criadouro junto ao órgão;
10) Não produzir provas, desafios, concursos com animais silvestres e muito menos premiar os
proprietários desses animais;
11) Em reportagens sobre o tráfico, ao exibir os métodos cruéis, esclarecer ao espectador que não se deve comprar o animal silvestre para cessar aquela situação, pois isso só aumenta a captura;
12) Não humanizar animais silvestres, por mais agradável ou engraçado que possa parecer (colocar roupinhas, fazê-los executar jogos, operar brinquedos, etc.);
13) Desmistificar sempre as crendices associadas aos animais, como: sorte, azar, atrai amor, cura
doenças, etc;
14) Lembrar que animais ideais para viver ao lado dos humanos são os animais domésticos;
15) Estimular e agregar valores à observação de animais em vida livre;
16) Preocupar-se com a produção de sentido. Perguntar sempre: que efeito essa apresentação vai gerar na cabeça do espectador?

[Modificado dia 25/07 para corrigir informações]

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Em defesa dos Biólogos!

Publico aqui um e-mail enviado a todos os CRBio (Conselho Regional de Biologia) no Brasil pelo biólogo Glênio Pereira, sobre o concurso do IBAMA que já tem edital publicado e abre inscrições dia 24 de novembro. São 225 vagas para Analista Ambiental em todo o país, sendo que, como o concurso aberto para o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMCB), não é preciso ser biólogo para assumir as vagas!

Não sou cadastrado no CRBio pois acabo de me formar e nem estou empregado ainda, mas acho um absurdo o cargo de analista ambiental poder ser preenchido por qualquer sujeito com nível superior.

Como costuma dizer um professor meu: "O problema dos biólogos é que não são corporativistas". E, como ouvi em um simpósio na FIOCRUZ: "O engenheiro tem CREA, o biólogo tem CRISE...". O que mais tem por aí é veterinário e engenheiro agrônomo trabalhando como biólogo.


"Prezados conselheiros,

Quando abriram inscrições para o concurso do Instituto Chico Mendes mandei um e-mail para todos os conselhos pedindo que tomassem alguma providência em relação ao preenchimento das vagas de Analista Ambiental. Alguns (dois) me responderam dizendo que iriam tomar as providências necessárias e um outro, que não vou mencionar qual, me respondeu da seguinte forma: "Em quais estados você atua?" Não vejo qual a importância dessa informação se sou biólogo resgistrado e estou querendo que a minha profissão seja respeitada. Mas após estes dois breves contatos, TODOS os CRBios desapareceram e então não tive mais notícias. Provavelmente porque não tomaram as providências certas.

Bom, agora saiu o edital do concurso do IBAMA. Quando vocês (conselhos) vêem a profissão/cargo de Analista Ambiental do IBAMA vocês imaginam um biólogo ou um dentista trabalhando lá? Se vocês são como eu e vêem um biólogo, então façam alguma coisa! Porque este absurdo não pode continuar!

Depois as pessoas reclamam que o IBAMA não funciona, que as pessoas lá de dentro não querem trabalhar, que licenciam coisas que não deveriam e tal... porque será? Quando uma empresa precisa de um administrador ela não contrata um psicólogo e sim um administrador!

Espero que desta vez vocês tomem alguma atitude. E por favor, não venham com perguntas do tipo: "Em quais estados você atua?"... que diferença isso faz? Vocês estão aqui pra denfender os interesses da profissão ou de um um pequeno grupo isolado? Independente de onde atuo sou biólogo registrado e exijo o melhor para TODOS.

Antes que me perguntem, o meu número de registro é 44827/04D. E acredito que com esse número é possível saber em quais estados atuo. Mas como algumas pessoas não lêem essa parte do e-mail ou não sabem o que significa ou mesmo têm preguiça de descobrir, já trabalhei no Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.

Informo aos conselhos que uma cópia deste e-mail foi enviada para a lista nacional dos estudantes de biologia. Ou seja, ela será lida por vocês e milhares de estudantes do Brasil inteiro. E também enviarei para o blog Biologia na Rede, que é mantido pelo CRBio-04 e caso eles não queiram publicar meu e-mail... pelo menos várias pessoas vão ficar sabendo que tentei publicar e não consegui!

Mais uma vez!!!!

Aguardo contato!"



Glênio Pereira
Meste em Zoologia
Biólogo