domingo, 23 de maio de 2010

Opera no Mercado Central de BH

Do YouTube...



Acompanha a seguinte descrição:

"Aconteceu hoje, dia 08 de Maio de 2010, no Mercado Central de Belo Horizonte, Minas Gerais... Brasil. Foi cantado um trecho da La Traviata, de Verdi, pelos cantores da Fundação Clovis Salgado.
Os cantores, por ordem de entrada:
- Marcos Paulo (tenor) e Eliseth Gomes (soprano)
- Eduardo Cunha Melo, Sandro de Deus e Marcos Paulo (tenores) e Fabíola Protzner, Lilian Assumpção e Eliseth Gomes (sopranos).
Cultura nunca é demais, né não?!"

Postado no YouTube por 'paulocunha61'.

domingo, 9 de maio de 2010

Greve Verde em Imperatriz

Fotos: Yuri Amaral
Texto: Yuri Amaral, Elizângela Ambé e Rosangela Tiago.


Servidores da Gerência Executiva do IBAMA e Núcleo de Gestão Integrada do ICMBio, ambos de Imperatriz, realizaram, na ultima sexta-feira, 07 de maio, passeata e concentração no centro comercial da cidade. Na ocasião houve a distribuição de mais de 500 mudas de espécies nativas para a população que circulava na Praça Brasil.

Analistas e técnicos ambientais paralisaram suas atividades desde o dia 20 de abril e montaram acampamento no pátio da GEREX. A greve segue o movimento nacional, que já paralisou atividades no Distrito Federal e em outros estados, desde o dia 6 de abril.

Em protesto contra a decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça que deferiu pela suspensão da greve dos servidores do IBAMA/ICMBIO, em assembléia, o movimento paredista deliberou pela resistência do movimento grevista.

Durante a manifestação realizada na Praça Brasil, foram distribuídas mudas de espécies nativas da região para a população. Durante a entrega das mudas, os populares foram sensibilizados sobre a importância do fortalecimento da carreira de especialistas em meio ambiente, responsáveis pela execução das políticas públicas ambientais como: ordenamento dos recursos naturais, fiscalização, licenciamento ambientais, monitoramento da qualidade ambiental, combate a incêndios florestais, reabilitação e soltura de animais silvestres e gestão de unidades de conservação federais.

Durante o ato público, o movimento grevista recebeu o apoio de entidades estudantis (UEMA e UNISULMA), e representantes de entidades de classes e SINDSEP/Imperatriz. A atividade teve o apoio da população e foi considerada positiva e atingiu os objetivos propostos.

A greve se justifica pela intransigência do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão na não negociação com os servidores pela reestruturação da carreira ambiental, que incluem servidores do IBAMA, ICMBio, Serviço Florestal Brasileiro e Ministério do Meio Ambiente.

Mais informações e opiniões sobre a greve:


Blog da Greve Verde
Greve Geral Ambiental
Opinião - Licenciamento Ambiental
Opinião - Licenciamento Ambiental II

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Greve Verde!

Servidores da carreira de especialista em meio ambiente, do Ministério do Meio Ambiente, entraram em greve nacional no dia 07 de abril pela reestruturação da carreira. Em todo o país os processos de licenciamento ambiental estão parados, não há fiscalização, vistorias técnicas não estão sendo realizadas e e Parques Nacionais estão fechados para visitação pública. Os servidores são do Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, Instituto Chico Mendes e Serviço Florestal Brasileiro.

Acompanhe aqui!

Twitter.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Corvo Malandro!

Cientistas Neozelandeses testaram o uso de ferramentas por corvos selvagens através de um interessante desafio que tinha como prêmio uma porção de comida.



Da BBC Brasil.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Maranhão em Photos - Ciriaco

Fotos: Yuri Amaral


A Reserva Extrativista do Ciriaco fica no município de Cidelândia. Foi demarcada em torno do povoado do Ciriaco, onde moram os beneficiários da unidade de conservação de uso sustentável: estrativistas, quebradeiras de coco babaçú, agricultores.


Algumas fotos da reserva...









Do coco babaçú são explorados mais de 70 sub-produtos, entre eles o mesocarpo (uma farinha), azeite, sabonete, gosméticos e carvão.


Jovens se divertindo no Igarapé Andirobal. A resex foi decretada na parte baixa da bacia do Andirobal, antes de chegar no rio Tocantins.

Povoado do Ciriaco. No centro da unidade de conservação. Pouca lógica do ponto de vista da conservação da bodiversidade, mas fundamental para garantir o andamento da implantação da unidade.

Base avançada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade na resex. O imóvel era a sede de uma fazenda antes da desapropriação. Hoje as palmeiras não são mais derrubadas para dar lugar aos pastos.


Essas folhas mais baixas são as pindovas, as palmeiras de coco babaçú juvenis, que vão crescendo por cima do capim.


Palmeiral.


Área de mata em regeneração.


Típica construção: taipa.


Área de várzea conhecida como Varjão. Apesar de não estar inclusa na resex, abriga elevada biodiversidade, sendo um local chave para conservação. Há muitos relatos de presença de onça nessas matas.


Atracadoudo do povoado Viração. No fundo, a Praia da Viração, grande atrativo de banhistas durante o verão, quando as águas do Tocantins baixam e a areia aparece. Este local fica fora da resex.


O Mastigado da Jumenta, no Andirobal, é o principal local de uso público dentro da reseva.


Vista aérea da resex do Ciriaco. Como dizem: no maranhão o babaçú abunda.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Amador registra cenas da Terra vistas do espaço

O cara merece aplausos. Colocou uma câmera fotográfica e um dispositivo de localização numa caixa de isopor, içou num balão e soltou. A gambiarra subiu a mais de 30 mil metros e registrou cenas que impressionaram funcionários da NASA. O balão estourou, voltou a Terra e a máquina foi resgatada pelo cientista amador Rober Herrison. Veja matéria da BBC.

terça-feira, 23 de março de 2010

Blogue da Reforma Agrária

Foi lançado recentemente a Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária, com objetivo de centralizar informações sobre o andamento da reforma agrária no Brasil. Um dos temas abordados é o andamento da CPMI - Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, instalada pela bancada ruralista para criminalizar os movimentos sociais. Outros objetivos incluem a divulgação de reformas agrárias bem sucedidas e servir como espaço de resposta às constantes agressões da mídia brazuca.

domingo, 21 de março de 2010

Urucum na Cara

Apresentação da banda Urucum na Cara, de Belo Horizonte.

sábado, 20 de março de 2010

Maranhão em Photos - Carolina

Sul do maranhão. O cerrado toma conta do cenário: chapadas e serras a perder de vista. Assim é Carolina, município onde fica a Chapada das Mesas.

Fotos: Yuri Amaral

Pense numa estrada?


Agora pense de novo...


A paisagem logo na chegada já é de tirar o fôlego.


A vegetação esconde o terreno acidentado da região, que forma riachos transparentes de água potável. A coloração vermelha é da areia, que sedimenta logo após ser revolvida.


Carolina é conhecida pelas suas cachoeiras...


grutas...


e canyons.


A vida se desenvolve onde pode. No solo, ou nos ramos retorcidos do cerrado.



O potencial ecológico e turístico chamou a atenção do governo federal, que criou o Parque Nacional Chapadas das Mesas para conservar parte do bioma.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Terra

Chega de marasmo!! Andaram reclamando que eu abandonei o Dendrito. Pois bem, mãos à obra!

Texto e fotos: Yuri Amaral

Hoje, depois de uma breve corrida na Beira Rio de imperatriz/MA, fui comprar um milho cozido na banca de um senhor e me deparei com um assunto que tenho convivido muito ultimamente: a questão da distribição de terras no Brasil. A conversa foi curta, assim:

- Boa noite, me vê um milho, senhor.
- Na hora, moço. Esse milho aqui tá bom.... foi 'quebrado' hoje!
- E é, foi colhido hoje? O senhor que plantou?
- Que nada, seu eu tivesse uma terrinha não tava aqui. Tava trabalhando na roça.

Bem, essa é uma realidade bem conhecida pelas famílias brasileiras. Ou ao menos deveria ser. A maioria das propriedades rurais no Brasil está na mão de poucos abastados, os famosos latifundiários, que insistem em produzir soja, cana-de-açúcar e boi, com altíssimos financiamentos públicos. Estas culturas, a despeito de gerarem uma percela importante do PIB nacional, estão voltadas principalmente para a exportação, empregam pouca mão de obra, concentram renda, desmatam e empobrecem a terra. A questão econômica, espelhada no PIB, parece iludir a população, que pensa que pelo Brasil ser rico em áreas agriculturáveis tem a vocação para o agronegôcio, devendo ser esse o principal produto de exportação. Brasil: a fazenda do mundo.


E os caras estão conseguindo isso. Tramita no congresso o projeto de lei do Novo Código Ambiental Brasileiro (Projeto de Lei 5367/09) transvestido de moderno, ecológico e economicamente sustentável, busca nas entrelinhas desmontar principalmente o Código Florestal Brasileiro, levando de arrasto a Lei de Crimes Ambientais, a Política Nacional de Meio Ambiente e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, diplomas reconhecidos internacionalmente como dos mais modernos no mundo no que tange à conservação da biodiversidade e proteção ambiental.

A cara do desmatamento. A regra nas grandes ropriedades é o desmatamento. Não sobra nem a mata ciliar dos rios.

Como um dos passos para a aprovação do referido código, a Frente Parlamentar da Agropecuária (é importante frisar que este é um projeto uni-lateral, que só interessa ao agronegócio) teve de realizar uma série de audiências públicas em todos os estados brasileiros. Eu estive presente na audiência do maranhão, que ocorreu aqui, em Imperatriz. Saí de lá mareado. Havia uma platéia de cerca de 200 pessoas, sendo a esmagadora maioria composta de ruralistas, entre pequenos, médios e grandes. Havia também um punhado de ativistas do movimento social, mas logo na chegada pensei: "Qual a representatividade desta audiência? Será que toda a sociedade está participando do debate?". Não, não estava.

Basicamente o que se discutiu foi a necessidade de diminuir o percentual da Reserva Legal dentro das propriedades e excluir alguns estados da amazônia legal (onde o proprietário só pode desmatar 20% da floresta). Claro, não faltaram críticas ao IBAMA e ao Ministério do Meio Ambiente. Apenas um deputado estadual palestrou de forma coerente, alinhado aos pequenos produtores, lembrou da época que imperatriz se orgulhava em ter recebido o título de 'Portal da Amazônia'. E hoje, meia dúzia de boca-aberta querem tirar o maranhão da amazônia legal.

Ficou claro que os grandes interessados em modificar a legislação ambiental brasileira são os latifundiários. Cansados de serem multados pelo IBAMA buscam a anistia, com a desculpa de que a única saída para o Brasil é o agrobusiness. Enquanto isso, a Índia pela primeira vez na história do país, teve a indústria como principal setor da economia a contribuir no PIB, passando a agropecuária em importância.

O mais recente Censo Agropecuário no Brasil trouxe consigo uma verdade incômoda aos latifundiários: "a pobre agricultura familiar, com apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área agrícola, é responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil, segundo o IBGE. Quando se fala em agricultura orgânica, chega a 80%. Além do mais, provou que tem peso econômico, sendo responsável por 10% do PIB Nacional." (Roberto Malvezzi, o Gogó).

Toda essa contribuição da agricultura familiar, que é mais sustentável, tem mais rendimento e emprega mais, recebeu apenas R$ 13 bilhões do governo em 2008, contra R$ 100 bi recebidos pelo agronegócio.

Fico pensando no senhor que me vendeu o milho. Tanta coisa pra alguém almejar, e ele só quer uma terra, algumas linhas pra plantar um milho, uma mandioca, um arroz. Comida.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Oficina PGPM e PAA em Imperatriz

Texto: Virginia Talbot e Yuri Amaral (Analistas Ambientais do ICMBio)

Foto: Yuri Amaral

Publicação e assessoria: Ascom/ICMBio - (61) 3341-9290


Núcleo de Gestão Integrada promove oficina sobre produtos da sociobiodiversidade

Brasília (07/12/09) – Equipe do NGI (Núcleo de Gestão Integrada) de Imperatriz (MA) promoveu, nos dias 26 e 27 de novembro, Oficina de Acesso a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O evento aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Imperatriz e contou com a presença de cerca de 30 comunitários das três reservas extrativistas da região do Bico do Papagaio – Ciriaco e Mata Grande, no Maranhão, e Extremo Norte do Tocantins, em Tocantins.

O objetivo da oficina foi levar informações sobre acesso à política de garantia de preços mínimos e ao programa de aquisição de alimentos, contribuindo dessa forma para a estruturação e o fortalecimento de mercados com relação aos produtos da sociobiodiversidade, mostrando a abertura dos mercados locais, regionais e nacional aos produtores extrativistas.

A equipe do NGI contou com o apoio dos servidores do ICMBio Sede (Macroprocesso Populações Tradicionais), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS) e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Estiveram presentes, ainda, representantes de entidades parceiras como sindicatos de trabalhadores rurais dos municípios abrangidos pelas Resex, ONG Centru (Centro de Educação e Cultura do trabalhador Rural) e MIQCB (Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu).

O técnico da Conab em São Luís, Rogério Prazeres, falou sobre a política e o programa, bem como sobre as formas de acesso e documentos necessários para aderir, além de esclarecer as dúvidas do público presente.

O analista ambiental do Instituto Chico Mendes Victor Singh, que atua na área de populações tradicionais, fez esclarecimentos sobre a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e os diferenciais das reservas extrativistas no acesso a este documento, além de informar alguns dos programas que o ICMBio tem oferecido às Resex e outras Unidades de Uso Sustentável (telecentros, telefonia pública entre outros).

O público pôde exercitar o preenchimento de formulários de participação do Programa de Aquisição de Alimentos via internet, gerando debate sobre possíveis produtos que podem ser oferecidos pelos produtores, bem como seus valores de mercado.

O Núcleo de Gestão Integrada fez uma apresentação sobre sua estrutura atual, linhas de ação prioritárias e projetos para o ano de 2010. Foi aberto um momento para intervenções e relatos dos comunitários sobre questões referentes às reservas extrativistas, o que gerou diálogo entre comunitários das três unidades, fortalecendo a união e mobilização coletivas.

Ademar Andrade, sócio da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Mata Grande (Atramag) e membro da diretoria achou os dois dias de evento bastante produtivos. “É bom ver o trabalho da Conab sério e transparente, auxiliando os extrativistas. Foi muito importante ver o que a associação pode fazer, por onde acessar e como fazer. Aprendemos muito. A explicação da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAF) também foi muito importante, porque muita gente ainda não entendia”, frisou Andrade.

A equipe de analistas do Núcleo de Gestão Integrada aprendeu com a oficina e se capacitou ainda mais para auxiliar os extrativistas a acessarem essas políticas públicas. Os próximos passos são a obtenção da documentação necessária e realização de reuniões com os agroextrativistas para listagem de produtos a serem oferecidos e sua quantidade anual possível, além de contato com entidades próximas interessadas em estabelecer a parceria para execução do Programa de Aquisição de Alimentos.

Participando deste programa a produção local será estimulada, aquecendo o mercado regional e garantindo diversidade e qualidade na alimentação, já que a produção agroextrativista é orgânica e não necessita de conservantes e outros aditivos para transporte, armazenamento e consumo nas localidades próximas, favorecendo a segurança alimentar.

O Núcleo de Gestão Integrada sediado na cidade de Imperatriz/MA busca a gestão integrada das reservas extrativistas da região do Bico do Papagaio, abrangendo a Resex Ciriaco, Resex Mata Grande e Resex Extremo Norte do Tocantins, contando com quatro analistas ambientais e um técnico contratado.

PGA – A Política de Garantia de Preços Mínimos garante preço mínimo aos produtos da sociobiodiversidade, e produtos tais como o coco babaçu e a castanha-do-Brasil são algumas das prioridades dos programas da cadeia da sociobiodiversidade.

Os extrativistas que tiverem acesso a esta política mas que não conseguirem vender seus produtos pelo preço mínimo definido (R$ 1,46 o Kg da amêndoa) terão direito a recursos do governo para que o valor de venda alcance o mínimo nacional.

Já o Programa de Aquisição de Alimentos garante uma reserva de mercado aos produtores, pois habilita escolas públicas, hospitais, creches, asilos entre outras instituições a adquirirem os produtos dos extrativistas.

No caso do babaçu, os principais produtos seriam o óleo, o azeite, a farinha do mesocarpo e as amêndoas, porém outros alimentos cultivados pelos agroextrativistas também podem ser incluídos. A Conab é a entidade responsável por operar a política e o programa.


Veja essa notícia também em: www.icmbio.gov.br

Reportagem da TV Mirante, afiliada da Rede Globo, sobre a oficina: http://imirante.globo.com/noticias/pagina223386.shtml

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Xixi no banho: a animação.

Vídeo sugerido pela Millena Lízia divulgando o Xixi no banho, campanha da S.O.S. Mata Atlântica pela preservação dos nossos recursos hídricos, comentada em outra postagem aqui.

Muito Bom!


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Animais bastardos

Fotos: Yuri Amaral

Eu já comentei aqui sobre a campanha "Isto acontece porque você compra", do IBAMA, contra o tráfico de animais silvestres. Pois bem, resolvi divulgar aqui algumas imagens de animais apreendidos ou entregues ao IBAMA de Imperatriz/MA e que, muitas vezes, perderam definitivamente sua vida em liberdade.

Macacos-prego

Enquanto não sai a sede de Imperatriz do ICMBio, estamos acupando uma sala na sede do IBAMA, onde há também, um núcleo de fauna. São dezenas de macacos-prego, um tamanduá-bandeira (dois tamanduás-mirin foram soltos hoje!), uma sucuri que chegou ontem, vários papagaios, algumas araras, gaviões, um ouriço-cacheiro, um gato-do-mato e um gato-mourisco.

Filhote de Maracajá

Filhote de Gato-do-mato

Araras
Macacos-prego, não parecem com presidiários brasileiros?

Papagaios.

Filhote de Tamanduá-bandeira.

Sucuri entrege pelo corpo de bombeiros depois de ser resgatada de populares que tentavam mata-la.

O destino de animais retirados da natureza inclui jaulas apertadas, alimentação racionada, estresse, machucados e o resto da vida em cativeiro.

Colabore para reverter este cenário! Não compre nem crie animais silvestres sem liçenca!

[Esta postagem entrou na rede com um dia de atraso, devido a problemas técnicos]

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parque Estadual Intervales

Fotos: Yuri Amaral

Boa parte da trilha é percorrida por rio.

Como mencionei na postagem anterior, estou morando temporariamente na Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó/SP, onde está sediada a Academia Nacional da Biodiversidade (Acadebio), centro de formação e treinamento dos funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Para escapar da disciplina rígida e descansar a mente das longas jornadas de aula, passei o fim de semana passado no Parque Estadual Intervales, uma unidade de conservação de proteção integral do estado de São Paulo, com alguns dos novos colegas sediados em algum lugar remoto da amazônia legal. Me encantei com o que vi e resolvi contar (e mostrar) como foi o passeio neste lugar maravilhoso.

O parque possui pousadas muito bem estruturadas que foram instaladas nas casas dos antigos moradores, desapropriadas quando da demarcação da unidade. Os quartos são como albergues, com beliches e dependências comuns. Ocupamos quatro quartos na pousada Onça Pintada, a R$ 25,00 a diária. A área total do parque compreende 41.700 ha, abrangindo cinco municípios do Vale do Ribeira e Alto Paranapanema - por isso inter-vales.

Pousada Onça Pintada.

Saímos no domingo pra percorrer a trilha da Gruta Luminosa, num total de 20 Km entre trechos de rios, trilhas e cavernas. Levamos 7 horas, entre 10h e 17h, como o dia estava nublado, não foi tanto cansativo.



As flores dão um show a parte.

O Parque possui flora e fauna riquíssimas. A cada curva, bromélias, orquídeas e outras plantas floridas e seus insetos disporsores em volta. Como o grupo era formado majoritariamente por biólogos, as paradas para observações eram inevitáveis. Podemos observar um tucano (o fotógrafo aqui deu mole e o bicho voou antes de conseguir sacar a máquina), um bugio (espécie de primata) e indícios de anta, fora insetos dos mais diversos.

Bugio observando curioso seus parentes de roupas.


Um curioso besouro (os preferidos de Darwin).


Nem sempre é necessário ver o animal para saber que ele ocorre no lugar. A pegada deixa claro que uma anta passou aqui pouco antes de nós.

Ninho de alguma ave (não sei qual...). Só o homem faz arte?


Apenas observando a serrapilheira pode-se reparar na diversidade no local. Pouco a pouco as folhas, galhos e animais mortos vão sendo decompostos para enrriquecer o solo e manter o ciclo de reciclagem dos nutrientes da floresta.


Pequeno trecho dominado por samambaias gigantes. As pteridóphilas foram as primeiras plantas a apresentar crescimento arbóreo ao longo da caminhada evolutiva.

As cavernas são um espetáculo a parte. Em Intervales, há 45 cavernas. Em algumas, são necessárias 2 horas para visitar todos os salões. Visitamos duas, porém, a mais bacana foi a Luminosa, com uma queda d'água iluminada que dá um efeito fantástico.


A tropa dos novos analistas ambientais do ICMBio. Apenas uma amostra, no total são 175. Na extrema esquera, Robisson, nosso guia.




Cachoeira Luminosa, o banho é gelado, mas, depois de horas caminhando, recompensador.

Se alguém quiser visitar, o parque fica a 25 km de Ribeirão Grande/SP. Fone: (15) 3542-1511 ou 3542-1245. E-mail: pe.intervales@fflorestal.sp.gov.br