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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Volta Ciclística São Salvador - 2009

Fotos: Yuri Amaral

Ah... estava com saudade de fotografar.


Foi realizada hoje mais uma edição da Volta Ciclística São Salvador. Os atletas deram a largada em frente à Câmara Municipal, na Alberto Torres e passaram pela 28 de Março, Formosa e Beira Valão (Canal?) antes de completar a volta. Como no ano passado, fiquei sabendo da corrida meio que por acaso, corri para buscar a máquina e queimei ao sol da planície até me sentir satisfeito.

Mais que uma competição - que vale pontos de classificação para torneios nacionais e internacionais - a Volta Ciclística é uma vitrine para Campos, para mal ou para bem. Se por um lado os atletas gostam de correr na cidade, principalmente pelo apoio da população que comparece em peso ao longo de todo o percurso, por outro o município mostra desorganização ao não conseguir isolar apropriadamente a pista. De qualquer maneira, é um espetáculo esportivo e um ótimo programa para a manhã de feriado.

Como ciclista - de dia-a-dia, não profissional - considero a competição importante para a valorização do ciclismo, principalmente em campos que possui a topografia ideal para a prática do esporte. A bicicleta é um veículo não-poluente, o que por si só já é uma vantagem em tempos de aquecimento global, e ajuda a manter o condicionamento físico, o bem estar e a saúde.

Para conseguir este efeito de velocidade nas fotos usei uma técnica simples que consiste em reduzir a velocidade do obiturador e disparar a foto acompanhando o movimento do objeto com a torsão do tórax. Desta forma, o objeto fica nítido, quase congelado, enquanto o ambiente à sua volta fica borrado, dando a sensação de movimento. Usei a mesma técnica na Cavalhada de Santo Amaro.

Ah, sim! Quem ganhou em cada categoria? Procure na imprensa, não anotei os resultados. rsrsrs

terça-feira, 21 de julho de 2009

Praças para Campos

Este mês o tema da Rede Blog é: "Praças - opções de lazer infantil em Campos". A sugestão do blogueiro Jules Rimet venceu por W.O., pois não houve outra sugestão. Bem, seguindo a linha do Dendrito em priorizar temas ambientais e culturais, tratarei da importância das praças e parques urbanos na educação ambiental e na melhoria da qualidade de vida e como Campos ganharia se tivesse uma política pública voltada para isso.

Fotos: Yuri Amaral

As praças tiveram sua origem nos primeiros centros urbanos da Grécia e Roma antiga e servem como local de passagem e socialização. São áreas públicas propícias a manifestações políticas e culturais e algumas delas foram palco de importantes momentos na história da humanidade. As praças representam ilhas horizontais em meio à verticalização cada vez mais intensa das cidades modernas, possibilitando a observação da paisagem ao redor. Pode-se considerar também como praças áreas não urbanizadas como as praias.


Praças possibilitam a criação de áreas verdes em meio à selva de pedra. Refúgio para animais, como nós, que precisam de alguns minutos de descanso sob a sombra de uma árvore entre uma atividade e outra. Ouvir os pássaros, o barulhinho da fonte, o cri-cri da cigarra, e ver a criançada brincar. Para os pequenos representa até mais, pois constitui um local próprio às atividades lúdicas de socialização e aprendizado, sendo uma importante ferramenta para a prática da educação ambiental para a geração do apartamento.


O uso de brinquedos coletivos estimula o senso de civilidade e altruísmo, além de possibilitar o relacionamento entre crianças de diferentes origens e classes sociais. A sociedade não é homogênea e o cidadão precisa ter ciência disso desde a infância. Ainda, constitui um importante espaço à prática de esportes, atividade essencial à melhoria da qualidade de vida.


No quesito praças e opções de lazer – não só infantil – Campos mantêm sua reputação de péssima administração. Não que a cidade tenha poucas praças, mas elas são concentradas nas regiões mais ‘nobres’ e, mesmo assim, costumam estar mal conservadas e/ou não oferecem segurança aos visitantes. Um caso crônico é a praça que fica atrás da rodoviária velha (não lembro o nome). Apesar de possuir diversos locais para a prática de esporte e acesso à internet, é muito pouco frequentada devido aos constantes assaltos e ao estado de conservação. Já vi inúmeras obras lá, uma em andamento, mas a situação nunca melhorou.


Alguns casos bem sucedidos se perderam com o tempo, como a Pracinha do Liceu, que apesar de receber inúmeras pessoas e ter passado por uma reforma recente, pouco a pouco está se deteriorando. Se é assim em bairros assistidos pelo poder público, o que dizer sobre os bairros periféricos? As praças que vi em periferias se resumem a bancos de cimento, brinquedos quebrados e quadras de futebol. Raramente à jardins, árvores, fontes de água potável ou estão conservadas.


O poder municipal deve olhar com mais atenção para as praças e jardins da cidade. Além do papel paisagístico e cultural, esses espaços contribuem para a qualidade de vida da população e consequente elevação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), além de ser uma importante opção de lazer para a família.

[Nas fotos: Apresentação da Dixie Square Band, durante o III Imagem Jazz & Blues, na Praça São Salvador. Ato público Chega de Palhaçada, organizado pela internet e realizado no calçadão do centro, ou Largo da Imprensa. Apresentação de Capoeira no pátio da prefeitura de Campos. Exemplos dos diversos usos de praças públicas. ]

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Carnaval 2009!

Fotos: Yuri Amaral.




Só mesmo num carnaval fora de época para desfilar em Campos. Fui convidado a sair no Boi Jaguar, do Turf, logo no primeiro dia de carnaval (30/04). Disseram: “É logo no começo. Chegou, desfilou, pode ir embora”. Aceitei.




Logo quando cheguei o clima estava tranqüilo, ao contrário do que a imprensa tinha divulgado no dia. Poucas pessoas assistiam ao desfile e as arquibancadas estavam vazias. Deu a impressão de que apenas aqueles que foram desfilar, e suas famílias e amigos, foram ao desfile. Mas isso não tirou a beleza do espetáculo. Confesso que fiquei impressionado com o requinte das alegorias e o capricho nas fantasias.
Bonecos de algum boi que esqueci o nome (rsrs).


Rei Momo, do Boi Jaguar

Mas o que chamou a atenção mesmo foi a estrutura armada pela prefeitura: muitos banheiros, policiais até dizer chega, bombeiros, ambulâncias, postos de atendimento médico, ambulantes organizados e garis mantendo a limpeza de forma impecável. Nem pareceria Campos, não fosse um locutor saudando vereadores presentes (da base aliada, lógico) e lembrando ao público que a prefeita Rosinha era responsável pelo carnaval e pelo ônibus a 1 real. Igualzinho à Festa de Santo Amaro, quando ocorre a Cavalhada no distrito que leva o nome do santo. Campos não se desvencilha do paternalismo. O carnaval é do município, a prefeitura é responsável e ponto. Não tem que ficar elevando a moral da prefeita. Mesma coisa com o programa do ônibus a 1 real: foi promessa de campanha, ela tem que cumprir, não ficar se gabando que o projeto saiu do papel. Mas, em fim, deixemos as críticas de lado.

Batalhão de Garis e profissionais da saúde.


Arquibancadas vazias no primeiro dia.


Muitos banheiros químicos.

O Boi Jaguar, tradicional, desfilando desde 1978, seria o quinto Boi Pintadinho a sair, o último da categoria naquela noite. Com isso pude assistir outros desfiles e fotografar os passistas. Na hora de entrar na pista o que me salvou foi a máquina fotográfica, afinal, não sei sambar e o equipamento me deu o alvará para sair da formação e ficar a vontade fotografando as alas. Não sei se isso prejudicou o boi, mas, os dirigentes não me impediram de acompanhar o desfile fora da ala onde eu deveria estar para fotografar a festa de dentro da pista.

O Boi e os palhaços alegraram o público.


O Boi Jaguar é o único em Campos a ter o personagem 'Jaguar' desfilando junto com o boi.

Certamente o Boi Jaguar foi o melhor da noite, como diria a imprensa no dia seguinte. A bateria estava muito entrosada, as fantasias muito bonitas, carros alegóricos esplendorosos e o abre alas com direito a dança do ventre. O tema do samba foi o Calendário e, apesar da pobreza dos versos, o baticum foi animado.

Bateria primorosa do Boi Jaguar.

Intérpretes Tuí do Aché e Tenente, cavaco com Juninho Razão e violão com Douglas. O autor do samba foi Nelbinho.

Ao fim do desfile fui embora. Ainda pude ver as alegorias dos blocos e escolas de samba que ainda iriam desfilar e fotografar jovens passistas. É sensacional ver a rapaziada, moradores do subúrbio campista, que vivem num dos piores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, vestidos de príncipes e princesas, todos enfeitados e posando, com um sorriso na cara, para um fotógrafo descompromissado que passava por lá.

Um par aguardando sua vez de desfilar na passarela.

Princesas em seu dia de reinado.

Faltou, talvez, o clima de fevereiro, de finzinho de férias e o astral do carnaval.

Contudo, valeu a noite!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Participação Civil em Campos

Hoje é dia de Rede Blogue. Este mês o assunto escolhido foi: "Como promover mecanismos para a participação política direta da sociedade civil em Campos?". O tema foi escolhido democraticamente no blogue Urgente!


Não me sinto muito a vontade para dar uma resposta à pergunta - não me considero uma autoridade no assunto. Mas dá para dar um palpite como cidadão e citar alguns exemplos que acompanhei de perto.

Um dos fundamentos mais importantes em uma democracia é a participação civil. Infelizmente no Brasil - com exemplo perfeito de Campos - a democracia tem se limitado às eleições, ainda assim com sérias deficiências. Raramente são observadas manifestações públicas da sociedade se posicionando a respeito de medidas tomadas pelo poder público, como se estivesse tudo bem com a cidade.

Duas experiências muito gratificantes foram o Plano Diretor Participativo e a Conferência Municipal de Cultura, logo no início do governo Lula. A primeira teve como objetivo definir potenciais metas para o desenvolvimento ordenado da cidade. O segundo, a melhor maneira de gerir a cultura Campista. O Plano Diretor contou com uma participação escassa, limitado a pensadores das principais universidades da cidade e estudantes que eram 'obrigados' a participar, e foi rapidamente rejeitada pela Câmara de Vereadores - o que já era previsto pelos participantes mais interessados. A Conferência de Cultura teve visível liderança da prefeitura e, que eu tenha reparado, não satisfez à necessidade dos principais artistas e provocadores culturais de Campos.

Ficou por isso mesmo. Nenhuma das ideias propostas foram encaminhadas e aceitas pela administração. Os incentivos à cultura continuam sendo paternalistas, sem considerar o mérito ou exigir prestação de contas dos beneficiados, muito menos são distribuidos perante edital público - ao que tudo indica continuará assim no governo Rosinha. E o plano diretor da cidade continua sendo definido entre quatro paredes.

Isso é sintomático. Primeiro por mostrar o descaso da própria população em participar desses fóruns populares. Segundo por expor o desalinhamento dos políticos com os anseios da população - mesmo que representados por meia dúzia de académicos. Terceiro por não haver nenhuma pressão - nem mesmo da imprensa - sobre o andamento disso tudo. Muito desmotivador.

Apesar disso, a participação se faz necessária. E, mesmo sendo poucos, há pessoas interessadas em discutir o rumo do município coletivamente. Isso deve ser estimulado. Mas parte de nós mesmos. É muito confortável sentar a bunda na cadeira em frente ao computador e ficar divagando sobre como a sociedade deve agir. Temos que agir! O tempo urge. E os royalties estão sendo desperdiçados. Não vai sobrar nada.

Palpite: Poderia ser criado algum tipo de Observatório Popular. Funcionaria via internet mas com um braço físico, como uma sede, e trataria de assuntos pertinentes ao município. Mas não como um blogue. Se trataria de um local onde informações pertinentes à administração públicas (contas, índices de governo, estatísticas, denúncias, etc) pudessem ser publicadas e a população comentaria. Não sei muito bem como funcionaria, mas teria que ser supervisionado por entidades respeitadas e de idoneidade reconhecida (OAB? Ministério Público? Universidades?).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Cavalhada de St. Amaro

A batalha entre Mouros e Cristãos é lembrada a 249 anos em Santo Amaro. Este ano o folguedo receberá R$ 10.000,00 por meio de edital da Secretaria de Cultura do estado, resultado da integração entre universidade e comunidade.

Fotos de Yuri Amaral.



Hoje (15/01/09) é feriado em Campos, dia de Santo Amaro. No distrito que leva o nome do santo, todo ano é celebrada a Cavalhada, a única do estado do Rio de Janeiro. Os cavaleiros representam a batalha entre mouros (vermelho) e cristãos (azul), que disputaram as terras da península Ibérica durante a idade média. Durante a manifestação são realizados jogos como a argolinha, onde os cavaleiros tentam pegar uma pequena argola com suas lanças enquanto cavalgam. Ao final do torneio, populares botam dinheiro ou presentes em suas botas em troca das argolas. Há também outras modalidas, onde o cavaleiro tem que quebrar um jarro pendurado ou pegar um pão com a lança.




A cavalhada é um patrimônio cultural da comunidade de Santo Amaro e sua continuidade é importante para Campos e para o estado, já que é a única cavalhada fluminense a resistir à passagem do tempo. O evento atrai comerciantes de todo o país, que montam feira em praça pública. O município ganha visibilidade e a economia local é aquecida. Pode ainda ser encarada como pontenciliadora do turismo campista.



A Cavalhada depende de outras atividades artesanais, como os ofícios do ferreiro e seleiro, contribuindo para a manutenção dessas atividades também. Espero que os jovens de Santo Amaro também apreciem e valorizem a Cavalhada.





Este ano a Cavalhada de Santo Amaro será beneficiada com R$ 10.000,00 conquistados através de edital da Secretaria de Cultura do estado. A comunidade teve apoio dos pesquisadores da Oficina de Estudos do Patrimônio Cultural da UENF para preencher os formulários e conquistar a verba. Outras três atividades tradicionais foram aprovadas no edital: um jongo, a fabricação artesanal de selas e o conhecimento na área de medicina popular com plantas (fitoterapia). Mais informações sobre os projetos aqui.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A volta das lagoas

Fotos de César Ferreira, originalmente publicadas no Urgente!
Cenas da enchente em Ururaí


As recentes enchentes que têm assolado o município de Campos e, mais drasticamente, a comunidade de Ururaí, trazem à tona mais um descompromisso que a administração pública têm tido com a população da cidade: a manutenção dos canais artificiais que cortam a planície e drenam suas águas. A história de ocupação da planície Goytacá foi esquecida junto com a tribo indígena que deu nome a cidade – que, por sinal, chamamos assim porque era desta forma que os tupis se referiam a ela, e não como eles próprios se intitulavam.

Durante a primeira metade do século XX a planície possuía um intricado sistema hídrico, composto em sua maioria por rios, lagoas, brejos e aluviões. Boa parte do solo era inundado durante todo o ano, principalmente durante o período de chuva, quando os rios e lagoas estavam cheios e transbordavam. As águas do rio Paraíba do Sul, por exemplo, atingiam a lagoa Feia – que naquela época possuía o dobro do tamanho que tem hoje. Existe, inclusive, um curioso caso que ocorreu durante uma grande cheia em 1906, quando um jacaré-do-papo-amarelo (ururau) foi encontrado na Pelinca ao baixar das águas.

Todos esses brejos, lagoas e aluviões eram malditos por serem focos de doenças e dificultarem a expansão da agropecuária no imenso território vizinho à capital do país. Pessoas ilustres como Alberto Lamego e Saturnino de Brito já diziam, àquela época, que havia necessidade de se intervir e “domar” a natureza, para abrir espaço às lavouras de cana e ao gado. Desta forma, o extinto DNOS (Departamento Nacional de Obras e Saneamento) iniciou o ambicioso projeto de drenar as águas da planície, que permitiria tornar cultiváveis os riquíssimos terrenos aluvionares, repletos de nutrientes trazidos da região serrana.

Com isso se deu a construção do canal das Flexas - que liga a lagoa Feia ao mar e foi responsável pela redução do espelho d’água da lagoa em 50% - e a retificação de alguns rios, como o Ururaí. A retração das águas foi muito comemorada pelos usineiros e por donos de terras adjacentes à lagoa Feia, que foram anexando áreas da lagoa a seus terrenos conforme a água baixava. O sistema funcionou muito bem enquanto as comportas e os canais – inclusive aqueles mais antigos como o Campos-Macaé, vulgo ‘Valão’ – sofriam manutenção regular.

Atualmente, porém, a história é outra. As comportas a muito não funcionam e os canais estão assoreados, não cumprindo mais sua função de drenar o solo. Como resultado as lagoas, brejos e aluviões que haviam sido drenados estão voltando a aparecer. O problema é que ao longo desses anos a cidade cresceu e as pessoas, principalmente aquelas ignoradas pelo poder público, ocuparam não só as margens como áreas onde antes havia água. O resultado está aí, pra todo mundo ver. Um caso bem ilustrativo é o da estrada dos ceramistas, que foi construída em cima de uma lagoa e, a despeito do orçamento milionário do município, não foi construída sobre pilastras nem nenhuma outra solução de engenharia. Com a enchente do Ururaí a lagoa simplesmente reapareceu no meio da estrada - e não foi a primeira vez.

Sob esta ótica pode-se dizer que a natureza está, simplesmente, retornando as suas origens. Pegando de volta o que é dela. Como um animal que foi preso numa jaula e, por negligência, alguém deixou a saída desimpedida.

Mais uma vez a administração pública do município mostra sua incompetência. Acho que inclusive por má fé mesmo. Só pra manter o povo na miséria e ser mais fácil se reeleger por meio de campanhas populistas. O pior é que, se levarmos em conta o período como governadora, com Rosinha Garotinho são será diferente. Ano após ano a cidade tem sido administrada sem se olhar nem pro passado nem pro futuro. É como se o município estivesse equilibrado num espaço-tempo metafísico onde só importa o agora e o ‘eu’, e salve-se quem puder! Quero ver o que vai sobrar no pós-Royalties...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Bar do Gordo

Todo dia 21 blogueiros ligados à Rede Blog publicam sobre um tema escolhido através de votação no Urgente! O tema escolhido esse mês foi: os melhores botequins de Campos.

Como eterno ‘uenfiano’, não poderia deixar de citar o ‘Trayler e Pizzaria do Cláudio’, vulgo ‘Bar do Gordo’. O boteco - digo, trailer - fica na Avenida Alberto Lamego em frente à entrada de pedestre da UENF. Não sei exatamente há quanto tempo o bar está lá, mas é conhecido por qualquer aluno da universidade, desde o Ciclo Básico Comum - quando a UENF ainda seguia as diretrizes sugeridas por Darcy Ribeiro.

Atualmente têm sido o reduto das bandas de rock e blues da cidade e, alguns dizem, ocupa o espaço que o Bicho André preencheu alguns anos atrás. Bandas de forró já alegraram a galera lá e recentemente teve o ‘Meu Peixe Funk Festival’, fazendo alusão à expressão ‘Meu Peixe’ que o Gordo fala direto.

O local ainda oferece duas mesas de sinuca e transmite jogos do mengão pelo Premier Futebol Clube. Mas o atrativo mesmo é o preço da cerveja, geralmente abaixo da concorrência (fica mais caro em dia de show).

Como fica na saída da universidade somos sempre convidados a tomar ‘aquela gelada’ depois de uma aula ou da labuta no laboratório. Geralmente as sessões do Cineclube Alternativo (que já já estará de volta) terminam lá - e o debate em uma pilha de garrafas de cerveja em cima da mesa...

Outros bares

Antes do fim gostaria de mencionar dois bares que me fazem falta. O menos importante é o Bar do Estranho, que apesar dos pesares, quebrava um galho legal no fim de noite, quando todos os outros já estavam fechados. O outro, na verdade, não deixou de existir, se mudou: Terapias Bar. Nada contra a decisão consciente de Ângela e Assis em se mudar da conflitante esquina ‘onde o vento faz a curva’. Mas que faz falta, faz. Ainda bem que Frederico Alvim registrou histórias do lugar em um documentário durante a disciplina de Antropologia, do curso de Ciências Sociais da UENF. Se eu tivesse uma cópia, disponibilizaria aqui.