terça-feira, 7 de abril de 2009

O homem fora do pedestal

Ilustração: Millena Lízia

Quando a ciência caminhava lado a lado com a religião, grandes cientistas tinham que romper com antigos tabus. Se Galileu Galilei, pai da ciência moderna, teve importante papel na aceitação (e comprovação) das idéias de Copérnico que tirou o planeta Terra do centro do Universo, Charles Darwin, um pouco depois, tira o homem do centro da natureza.




Certamente meu escritor de divulgação científica favorito é Stephen Jay Gould (1941 – 2002), ganhando até mesmo do Richard Dawnkins, que considero meu teórico do ateísmo. Gould, era judeu de nascença e por ser um evolucionista ferrenho, era agnóstico – quem acredita que a questão da existência ou não de um poder superior não foi nem nunca será resolvida. Mas, tirando a questão espiritual de foco, o que me leva a digitar estas palavras é um ensaio, dos muitos que Gould escreveu mensalmente até sua morte, publicado no livro “Dinossauro no Palheiro: reflexões sobre história natural. Cia. Das Letras, 2005 – S. J. Gould”. Intitula-se “Caminhando pela evolução”, começa na página 305 do livro, e trata da reforma dos salões dos mamíferos fósseis no American Museum of Natural History (Museu Americano de História Natural).

Gould parte do pressuposto que as impressões do público sobre a evolução dos mamíferos – nós incuídos – são guiadas pela iconoclastia, ou seja, pelos símbolos e imagens associadas à evolução. Seriam elas, principalmente: a árvore genealógica, onde os seres supostamente mais complexos – geralmente primatas - ocupam os ramos superiores; e a figura já clássica do primata caminhando da esquerda para a direita, evoluindo e finalmente chegando como ser humano no fim da caminhada. Isso faria o público imaginar que existe uma hierarquia na natureza e que o homem tem algo em especial que faz com que nós e nossos parentes mais próximos, sejamos dignos de um lugar acima (ou à frente) dos outros seres. Essa impressão é passada mesmo em livros didáticos de zoologia dos vertebrados, onde os primatas aparecem majoritariamente nos últimos capítulos. Museus também costumam seguir essa ‘regrinha’ medíocre.

Mas não é bem assim. Qualquer espécie que surja neste pequeno planeta, e sobreviva, está plenamente adaptada ao ambiente, independentemente de sua complexidade estrutural, molecular ou psíquica. Uma bactéria, apesar da simplicidade, está tão bem como nós – algumas, inclusive, dentro de nós. Sendo assim, a classificação taxonômica dos seres vivos é feita em relação à distância temporal da última novidade adaptativa a surgir. Características mais recentes estão nos ramos superiores das árvores genealógicas, não os mais complexos ou superiores evolutivamente – conceito que não se sustenta. Esse ponto de vista, entretanto, tem o incomodo – para alguns – de colocar os primatas, humanos ou não, no meio da evolução dos mamíferos, não no final.

Nesse ensaio, Gould, se prende à evolução dos mamíferos que, em resumo, ocorreu assim (baseado no ensaio):

1 – FOSSA SINAPSÍDEA. A 250 milhões de anos, no final da era Paleozóica, um grupo de répteis desenvolveu uma abertura no crânio atrás da órbita ocular, e esta característica, chamada de fossa sinapsídea, foi preservada por seus descendentes. Todos os mamíferos a possuem (os músculos que fecham a mandíbula ligam-se ao crânio por esta abertura), inclusive esses animais, que eram considerados répteis e hoje são conhecidos como sinapsídeos. São os elos mais próximos entre dinos e mamíferos.

2 – OSSOS DO OUVIDO MÉDIO. Dois ossos do maxilar reptiliano foram reduzidos e transformados na bigorna e no martelo, ossos do ouvido médio ligados à audição (os répteis possuem apenas o estribo. Como diz um dos postulados da lei da termodinâmica: ‘na natureza nada se cria, tudo se transforma’. Assim é com a evolução.). Esse ponto é considerado crucial na distinção entre répteis e mamíferos e é averiguável no registro fóssil. Esses seres são chamados de monotremados (ornitorrinco e marsupiais).

3 – PLACENTA. O próximo passo evolutivo foi o surgimento da placenta, e a consequente gestação completa no útero da fêmea (Ornitorrincos são mamíferos que botam ovos e os marsupiais – gambás, cangurus – completam os últimos meses de gestação numa bolsa, o marsúpio). Surgiram preguiças, tamanduás e tatus, chamados de edentados, pois tem a placenta, mas não a próxima característica.

4 – ESTRIBO EM FORMA DE ESTRIBO. A próxima característica é uma perfuração no estribo, que é atravessado por um importante vaso sanguíneo e todos os mamíferos subsequentes tem esse orifício. Os animais que possuem esta característima, mas não a próxima, são os carnívoros, os roedores, os morcegos e os primatas – nós inclusos, claro.

5 – CASCOS. O próximo grupo a surgir apresenta os dedos das patas coalescentes, como cascos, e são representados hoje em dia pelos ungulados (cavalos, cabras, antílopes, girafas, etc.) e baleias (os cetáceos descendem de ungulados, mas não têm cascos pelo motivo óbvio de adaptação aquática).

6 – ÓRBITAS OCULARES PRÓXIMAS DO FOCINHO. A última característica desenvolvida pelos mamíferos são as órbitas oculares que avançaram para frente do crânio, até uma posição próxima do focinho. As espécies mais conhecidas a apresentarem esta característica são os elefantes e os peixes-boi.

É claro que, dentro de cada grupo, as espécies continuaram, e continuam, a evoluir e adquirir novas características. Muitas delas recentes. Mas a organização dos principais grupos de mamíferos segue esta pequena lista citada acima.

A grande ‘sacada conceitual’ do Museu Americano de História Natural foi organizar a visitação da ala de mamíferos fósseis seguindo os caminhos da evolução. Desta forma, o visitante, ao iniciar a visita, é convidado a conhecer os sinapsídeos, depois os monotremados, seguidos dos edentados, depois os placentários, posteriormente os carnívoros, roedores, morcegos e primatas (olha nós aê!), depois os ungulados e, finalmente, elefantes e peixes-boi. O homem foi retirado de seu pedestal de arrogância e figurou entre seus semelhantes. Pode parecer pouca coisa, visto desta forma, mas não é assim que os museus de história natural costumam ser ordenados. Geralmente os primatas e o homem estão no fim da exposição, dando impressão de serem o objetivo final da história natural. Assim como em livros e na percepção pública da evolução.

Não se trata apenas de ordenar corretamente museus e livros e aperfeiçoar o ensino de ciências, mas, acima de tudo, criar uma cultura que nos coloque entre os outros seres, não acima deles. Uma consciência que não dê tenta importância ao nosso andar bípede, polegar opositor e telencéfalo desenvolvido. A arrogância do ser humano em se sentir especial justifica o caos ambiental em que vivemos. “Crescei e multiplicai-vos”. "Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono". "Esgotem os recursos". "Consumam". "É de vocês". "É pra vocês". "O planeta é nosso, aha-uhu!"

Essa falácia - desculpem a cutucada - fundamentalmente criacionista, foi a justificativa de George W. Bush filho para não assinar o protocolo de Quioto e que muitos outros usam para derrubar a Amazônia, comprar carrões que liberam toneladas de carbono na atmosfera todo ano e destruir o ambiente, de uma forma geral. Não quero dizer que todo criacionista deseja isso, mas é esse o conceito que defendem.

Acredito piamente que, para resolvermos pacificamente esse novo paradigma ambiental, o ser humano, como principal e único responsável, deve se redimir e se posicionar ao lado das outras espécies. Não somos superiores. Não somos perfeitos. E, principalmente, precisamos da qualidade e diversidade de vida no planeta para nossa própria sobrevivência. Sob risco de não deixarmos descendentes para pensar sobre isso no futuro.

15 comentários:

Millena Lízia disse...

Achei muito interessante vc ter comparado uma simples organização de um museu de história natural com as trágicas consequências ambientais que a humanidade vem enfrentando por conta de suas posturas.

Quais são as sacadas que te levam a adotar o Jay Gould como seu escritor de divulgação científica favorito?

Yuri Amaral disse...

Além de ter sido um cientista muito bem informado sobre a história da ciência e a epistemologia (filosofia da ciência), Gould, tinha conhecimento sobre artes e cultura geral. Além disso, ele foi um excelente articulista, capaz de associar temas desconexos e, aparentemente, sem relação.

Sendo assim, ele parte de um poema vitoriano do século XIX sobre a primeira linha de trem inglesa e escreve um belíssimo ensaio sobre a estase evolutiva, por exemplo.

Vovó Albertina disse...

Olá Yure! Tudo bem? Senti a cutucada..rsrsrs

Você diz: "Quando a ciência caminhava lado a lado com a religião, grandes cientistas tinham que romper com antigos tabus."

E hoje? Você não crê que estão sendo rompidos tabus do evolucionismo?

Você diz: "...Charles Darwin, um pouco depois, tira o homem do centro da natureza."

Penso que Darwin fez muito bem em tirar o homem do centro da natureza...O homem sendo centro de qualquer lugar vai tomar o lugar do Seu Criador.Aí vem a soberba... e destrói tudo... Penso que o Darwin estava ouvindo Deus nesta hora, só não estava captando a essência...

Você diz:
"Certamente meu escritor de divulgação científica favorito é Stephen Jay Gould (1941 – 2002), ganhando até mesmo do Richard Dawnkins, que considero meu teórico do ateísmo. Gould, era judeu de nascença e por ser um evolucionista ferrenho, era agnóstico – quem acredita que a questão da existência ou não de um poder superior não foi nem nunca será resolvida. Mas, tirando a questão espiritual de foco, o que me leva a digitar estas palavras é um ensaio, dos muitos que Gould escreveu mensalmente até sua morte...

Yure, você tem uma preocupação "teológica" forte em suas crenças... e ensaios que não trazem tantas evidências... mas são interessantes!

Você diz: Acredito piamente que, para resolvermos pacificamente esse novo paradigma ambiental, o ser humano, como principal e único responsável, deve se redimir e se posicionar ao lado das outras espécies.

Leia, por favor:

" E foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma."

"Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou."

"Porque sabemos que toda a criação geme e está em dores de parto até agora."

"O justo olha pela vida dos seus animais, mas as misericórdias dos ímpios são cruéis."


Voê diz:
A arrogância do ser humano em se sentir especial justifica o caos ambiental em que vivemos. “Crescei e multiplicai-vos”. "Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono". "Esgotem os recursos". "Consumam". "É de vocês". "É pra vocês". "O planeta é nosso, aha-uhu!"


Sabe, Yure, nós não conhecemos todas as leituras, e quando vc diz o que diz, vc esgota em pessoas algo que não é o pensamento de todos.

E quanto a "cutucada"... Ja se espera isso de alguns Evolucionistas... Ele adoram cutucar, debochar, ironizar, humilhar...confundir, etc e tal...

Agora, pensa bem... você ali na UENF.. biologizando... em: "Cultural Pise na grama!"

Fala a verdade, Yure, você não é dono da Uenf mas é filho da mestra, e aí... pode esgotar os recursos... pisar na grama... se deliciar com uma queimada( ou vc pensa que não ficou claro sua euforia diante do "inusitado..."?

Vovó Albertina disse...

Ah! Em tempo!

Não era de se esperar muito, não?
Afinal: Bagunça e caos da Torre de babel... Ora, torre de babel quer dizer:"confusão de linguagens..." Haja confusão, não?
Se vocês que são os "detentores do conhecimento mor" da vida, estavam ali confusos em linguagens: Afinal é para pisar na grama? Afinal.. é para espalhar fumaça? Afinal...

Que babel, hein? Tudo a ver mesmo... com tudo o que vocês programaram...
Que pena... defendendo a vida... mas pisando nela...
Que pena...

Não tinha nem um crente ali para orar por vocês?
Que pena... Yure... Que pena...

Amadureça, tá? Isso tudo vai passar.

Afinal a natureza geme como em dores de parto..
Não pise , yure, não pise...

OLha a palavra aqui: focati.

"Não foca em ti, Yure... sai do centro... segue o conselho de Darwin... e a natureza vai agradecer. Com certeza.

Vovó Albertina disse...

Ah... tá mais completo na minha página...

olha a palavra:
wutorti


Quem será viu mais torto?

Yuri Amaral disse...

Oi Rosângela.

Já encontrou o artigo? Não? Há, tá explicado...

Você tem a péssima mania de não conseguir debater. O que suas colocações tem a ver com a evolução dos mamíferos? Qual colocação sua pôs em dúvida o que eu disse? Fora dogmas religiosos, não há mais nada.

Não sei onde você quer chegar. Sinceramente, este não é o melhor lugar para você pregar. Não vai conseguir nada. É mais fácil eu ir num terreiro de umbanda do que dar dinheiro a pastor.

Vou desconsiderar seus comentários. Um ensaio, como o que comentei aqui, não é um trabalho científico, portanto não depende de evidências. São leituras, impressões de um profissional respeitado a respeito de sua profissão. Nada mais. Este blogue não tem pretenções de confirmar teses. Isso se faz em revistas científicas. Muito longe daqui.

Em relação às citações da bíblia (ou da onde quer que seja): estes textos são considerados os primeiros códigos de conduta a serem escritos, não há nada de espantoso que preguem o bem estar social e, até mesmo, ambiental. Afinal, naquele tempo, as pessoas dependiam - viviam - do ambiente. Mais isso não tem nada a ver com criacionismo.

Com relação ás suas observações sobre a cultural pise na grama: isso não tem nada a ver com a outra postagem, e não fiquei 'eufórico' como você insinuou. Mas confesso ser empolgante noticiar um caso em primeira (ou única) mão. As pessoas que frequentam a festa não pensam como eu e duvido que visitem meu blog. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

É claro que não tinha crente lá! Já viu alguém mais intolerante do que crente? Sim, pois eu posso frequentar um local religioso, onde não se bebe, fuma ou fode. Mas vai chamar um crente pra uma festa onde não role só refri ou cerveja sem álcool...

Quanto a 'mestra'. Espero que meu blog não esteja te incomodando ao ponto de investigar a minha vida. Partindo pro pessoal? Cadê o cientificismo? Sugiro que deixe de visitar meu blogue. Deve estar te fazendo mal.

Vovó Albertina disse...

Eu conhecço sua mãe. Uma mulher bonita e muito educada. Já vi com uma amiga quando foi falar sobre o trabalho. Nada de investigar. Só comentei por causa de sua colocação. Só isso. Engraçado, Yure,por muito pouco você me pede para não te visitar, e depois, nós que somos intolerantes. Vocês fazem e falam o que querem... ´( È ou não é?) mas quando a gente confronta, logo pulam... engraçado...
Seu blog não me faz mal... me faz muito bem... me faz pensar... Não te ofendi em nada... e sei que vc é gente boa... apenas não sabe ser confrontado... só isso. Quanto ao meu blog pode visitar e deixar comentário... só não gosto quando usam palavras xulas. Ninguém gosta, né? ( mas sei que vc não vai, porque não tolera minhas postagens... ou tolera?)
Bem, seu blog não me faz mal. Só deixarei de visitá-lo se você fizer questão.

Vovó Albertina disse...

YUre quando você diz isso:

"É claro que não tinha crente lá! Já viu alguém mais intolerante do que crente? Sim, pois eu posso frequentar um local religioso, onde não se bebe, fuma ou fode. Mas vai chamar um crente pra uma festa onde não role só refri ou cerveja sem álcool..."

Você não sabe nada de crente, Yure. Você fala do que ouve falar... Mas na verdade, crente é a raça mais discriminada. Não é o crente que não frequenta é o não crente que não tolera. Garotinho e Rosinha são criticados porque são crentes. Só por isso. Fui eu quem saí do ambiente dos blogs? Ou foram vocês, os intolerantes, que me despacharam? Sabe, Yure, eu convivo com isso desde os anos 70. Se o crente sentar a mesa do bar alguns não crentes logo falam: bebendo, né? Se eles não bebem, logo fala: Puxa, não vai beber?

Como os crentes incomodam...

Outra coisa, quem disse que eu preguei aqui para você? Eu penso que você não tem noção do que seja uma pregação. Que isso, Yure... Vamos ser mais leves...
Vocês falam o que querem dos crentes, mas quando encontram um que confronta mandam ir embora... Assim é fácil, você não acha?

Outra coisa, o Evangelho não depende só de pregações, depende também e muito mais de orações. É o Espírito Santo quem convence, não são argumentos. Fica tranquilo para seguir a religião que quiser. É um direito seu escolher. Tenho amigos de todas, inclusive ateus.
Inclusive me surpreendeu e muito esta intolerência aqui pelos blogs. Fiquei pasma. Não esperava isso no meio de intelectuais do jornalismo, da ciência, etc. Vivendo e aprendendo, ou melhor e "se surpreendendo..."

Vovó Albertina disse...

OLha só, Yure, a sua idéia simplista de um crente: "Alguém que não bebe, não fuma e não transa..."
Isto já era...há muito tempo, Yure...

OLhe bem o que a mídia vive falando e o Governo vive gastando para a coisa não se desgringolar...:
"Não fume.. não beba. Se... se... se... beber, não dirija."

Quando transar use camisinha...use camisinha...

Você ainda acha que ser crente é "não fumar, não beber e não transar"?

Ser crente, Yure, é ter a coragem de assumir o melhor da vida apesar de todas as barreiras, discriminações, opressões e humilhações.
E além de tudo: amar, perdoar, insistir, andar milhas, se saber ninguém mas vendo Deus agir através desse "ninguém"...

É alguém não muito diferente de você, mas apenas arrependido e buscando aprender com o Todo Poderoso.

Só isso.

ISSO NÃO É PEGAÇÃO. Falei porque você mesmo insiste em "atrelar" tudo a religião...

Ah... eu estava pensando isso estes dias...
O evolucionista tem que crer muito... em algo do nada.
O Criacionista é mais racional, vai por razão...
Observa só...
Se eu estiver falando abobrinhas, por favor, me perdoe. Não manda eu sair daqui, não. Gosto de seu espaço.
E minha amiga falou que você é um rapaz muito legal. Gente boa mesmo.
Ah... sua mãe é muito nova. Nem parece sua mãe. Gatona! abraço, yure. Podemos ser amigos?

Yuri Amaral disse...

Sim, está falando abobrinhas.

"O evolucionista tem que crer muito... em algo do nada."

Do nada? O que é o registro fóssil? A embriologia? A genética? Nada?

Rosângela, nâo tenho problema com religião alguma. Sou muito mais tolerante do que você imagina. Mas fiquei ofendido, sim, quando você colocou comentários insinuando que alguém deveria orar por mim, que você tem pena de mim e coisa e tal. Quem tem pena é galinha - a pesar de registros fósseis evidenciarem a presença destas estruturas em dinossáuros do cretácio também.

Na boa, não quero ser seu amigo, não quero sua pena nem suas orações! Sua presença: tanto faz.

Agora, suas bobagens, abobrinhas, jumentices, patetices, jesusites, deixe isso pro seu blogue. Beleza?

Vovó Albertina disse...

Ok. Mas nem pensei em vc quando falei da oração. Falei por causa do contexto. E demais a mais... não tenho pena... pode crer...
Desculpa, tá?


Vim aqui desejar um Bom dia e dizer que te amo com aquele genuíno amor de Jesus... de verdade, amado... Deus tem colocado um grande amor dEle em Mim para repartir... e se eu não reparto explodo. Nem todos querem.. e aí... fico assim correndo daqui para ali... e gritando... deixa eu te amar.... deixa eu te amar... deixa eu te amar... senão vou explodir..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Vou fazer uma loucura hoje... visitar os blogs que me expulsaram e dizer isso. Vou sim... Você me ajuda a ir? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Vovó Albertina disse...

Por que só em catástrofes nos unimos? Por quê? A vida é bela... a gente que complica ela... Yure... quero ser sua amiga sim...prometo que não falarei mais nada de "confronto"... vc pode ficar à vontade, tá?

Vovó Albertina disse...

Ah... sou vóvo Albertina...rsrsrs

ah... não fica triste de ser como galinha.. afinal não somos melhores que ela... Ou somos?

Yuri Amaral disse...

Não, não somos melhores que galinhas.

Pra bom entendedor meia palavra basta.

Vovó Albertina disse...

Valeu. Somos amigos?